Casa Espírita Missionários da Luz - ESDE - 01/03/2016
Tema: Estudo do capítulo 2 de Nosso Lar
Coordenador: Augusto
Objetivos:
1)
Refletir sobre a condição de vida de
André Luiz e os reflexos na sua condição após a desencarnação;
2)
Relacionar as características do
suicídio involuntário com a Lei de Conservação;
3)
Levar os participantes a refletirem
sobre seu estilo de vida: estou muito ligado aos prazeres, paixões, vícios e
coisas materiais?
Bibliografia:
O Nosso Lar, Cap. 2
A Gênese, cap. I itens 32, 33
O Livro dos Espíritos, perguntas 253,
255,256,658,660,713, 714,944, 952
O Céu e o Inferno cap. VIII itens 12,13
e 17
Material: apresentação PowerPoint; textos para os grupos.
Desenvolvimento:
- Leitura e prece
inicial
Tarefa de casa da semana passada:
Por que André Luiz, não foi aprisionado por
serem inferiores, porém inteligentes e dedicados ao mal?
O Céu e o Inferno, 1ª parte, Cap. VI “Espíritos
Sofredores” – ‘PRÍNCIPE OURAN’
“Por mais sofredor, este Espírito tem assaz culta
inteligência para exprimir-se de tal maneira. O que lhe faltava era apenas a
humildade, sem a qual nenhum Espírito pode chegar a Deus. Essa humildade
conquistou-a agora, (...)”
- Dividir a turma em 3 grupos, para estudo de itens do capítulo 2
“Clarêncio” do livro Nosso Lar. Entregar a cada grupo, os comandos da tarefa
e textos de apoio, se necessário. (20 min)
3. Apresentação dos grupos (e projeção de slides de apoio de cada
capítulo).
Grupo 1 Suicídio
“Suicida! Suicida!
Criminoso! Infame! – gritos assim cercavam-me de todos os lados”
Por que André Luiz era
chamado de suicida?
Relacione a situação de
André Luiz com a Lei de Conservação.
LE 944. Tem o homem o
direito de dispor da sua vida?
- Não; só a Deus assiste
esse direito. O suicídio voluntário importa numa transgressão desta lei.
LE 713. Os gozos têm
limites traçados pela Natureza?
- Sim, para vos indicar
o limite do necessário. Mas através dos excessos chegais à saciedade e, com
isso, puni-vos a vós mesmos.
LE 714. O que pensar do
homem que busca, nos excessos de todos os gêneros, um refinamento de seus
prazeres?
- Pobre ser, digno de
lástima, e não de inveja, pois ele está bem próximo da morte!
As doenças, as
enfermidades e a própria morte, resultantes do abuso, são também punição à
transgressão da lei de deus.
LE 952. O homem que
perece vítima do abuso de paixões que, como sabia iriam acelerar seu fim, mas
às quais ele não pode resistir, pois o hábito fez dessas verdadeiras
necessidades físicas, está cometendo um suicídio?
-“É um suicídio moral.
Não compreendeis eis que, nesse caso, o homem é duplamente culpado? Há nele
falta de coragem e bestialidade, além do esquecimento de Deus. ”
LE 952.a) - É mais, ou
menos, culpado do que aquele que tira sua própria vida por desespero?
“É mais culpado, porque
tem tempo de refletir sobre o seu suicídio. No caso daquele que o faz
instantaneamente, há, às vezes, uma espécie de perturbação, que se assemelha à
loucura. O outro será muito mais punido, pois as penas são sempre
proporcionadas à consciência que se tem dos erros cometidos. ”
Grupo
2 Sensações dos Espíritos
“Crescera-me a barba, a
roupa começava a romper-se com os esforços da resistência, na região
desconhecida.
Persistiam as
necessidades fisiológicas, sem modificação. Castigava-me a fome todas as
fibras, ...
De quando em quando,
deparavam-se-me verduras que me pareciam agrestes, em torno de humildes filetes
d´agua a que me atirava sequioso. Devorava as folhas desconhecidas ”
Explique como um
Espirito desencarnado sente fome, sede, barba e cabelo crescem conforme
aconteceu com André Luiz. Que roupa é esta que ele usava e como estragava?
LE 253. Os Espíritos
experimentam as nossas necessidades e sofrimentos físicos?
“Eles os conhecem,
porque os sofreram, não os experimentam, porém, materialmente, como vós outros:
são Espíritos. ”
LE 255. Quando um Espírito
diz que sofre, de que natureza é seu sofrimento?
“Angústias morais, que o
torturam mais dolorosamente do que todos os sofrimentos físicos. ”
LE 256. Como é então que
alguns Espíritos se têm queixado de sofrer frio ou calor?
“Lembrança do que suportaram
durante a vida, as vezes tão penosa quanto a realidade. Muitas vezes, trata-se
de uma comparação através da qual exprimem a sua situação por falta de outra
forma melhor. Quando se lembram do corpo, experimentam uma espécie de
impressão, como quando se tira uma capa e, algum tempo depois, tem-se a
sensação de ainda estar com ela.
126. Temos dito que os
Espíritos se apresentam vestidos de túnicas, envoltos em largos panos, ou mesmo
com os trajes que usavam em vida.
128.4. .... Sobre os
elementos materiais disseminados por todos os pontos do espaço, na vossa
atmosfera, têm os Espíritos um poder que estais longe de suspeitar. Podem,
pois, eles concentrar à sua vontade esses elementos e dar-lhes a forma aparente
que corresponda à dos objetos materiais.
LM Cap. VIII
128. 16. O Espírito tem
sempre o conhecimento exato do modo por que compõe suas vestes, ou os objetos
cuja aparência ele faz visível?
"Não; muitas vezes
concorre para a formação de todas essas coisas, praticando um ato instintivo,
que ele próprio não compreende, se já não estiver bastante esclarecido para
isso."
LM Cap. VIII
Grupo 3 Resgate
Eu, que detestara as
religiões no mundo, experimentava agora a necessidade de conforto místico.
E, quando as energias me
faltaram de todo, quando me senti absolutamente colado ao lodo da Terra, sem
forças para reerguer-me, pedi ao Supremo Autor da Natureza me estendesse mãos
paternais, em tão amargurosa emergência.
Ah! é preciso haver
sofrido muito, para entender todas as misteriosas belezas da oração; é
necessário haver conhecido o remorso, a humilhação, a extrema desventura, para
tomar com eficácia o sublime elixir de esperança. Foi nesse instante que as
neblinas espessas se dissiparam e alguém surgiu, emissário dos Céus.
Por que o benfeitor
Clarêncio foi ao encontro de André Luiz?
Relacione estes dois
parágrafos anteriores com o tempo de permanência no umbral e o processo de
resgate.
LE 658. Agrada a Deus a
prece?
- “A prece é sempre
agradável a Deus, quando ditada pelo coração, pois, para Ele, a intenção é
tudo. Assim, preferível Lhe é a prece do íntimo à prece lida, por muito bela
que seja, se for lida mais com os lábios do que com o coração. Agrada-Lhe a
prece, quando dita com fé, com fervor e sinceridade. Mas, não creias que O
toque a do homem fútil, orgulhoso e egoísta, a menos que signifique, de sua
parte, um ato de sincero arrependimento e de verdadeira humildade. ”
LE 660. A prece torna
melhor o homem?
“Sim, porquanto aquele
que ora com fervor e confiança se faz mais forte contra as tentações do mal e
Deus lhe envia bons Espíritos para assisti-lo. É este um socorro que jamais se
lhe recusa, quando pedido com sinceridade. ”
A Gênese Cap.I item32. -
Pelo estudo da situação dos Espíritos, o homem sabe que a felicidade e a
desdita, na vida espiritual, são inerentes ao grau de perfeição e de
imperfeição; que cada qual sofre as consequências diretas e naturais de suas
faltas, ou, por outra, que é punido no que pecou; que essas consequências duram
tanto quanto a causa que as produziu; que, por conseguinte, o culpado sofreria
eternamente, se persistisse no mal, mas que o sofrimento cessa com o
arrependimento e a reparação; ora, como depende de cada um o seu
aperfeiçoamento, todos podem, em virtude do livre-arbítrio, prolongar ou
abreviar seus sofrimentos, como o doente sofre, pelos seus excessos, enquanto
não lhes põe termo.
Código penal da vida
futura
12º - Não há regra
absoluta nem uniforme quanto à natureza e duração do castigo: - a única lei
geral é que toda falta terá punição, e terá recompensa todo ato meritório,
segundo o seu valor.
O Céu e o Inferno – Cap.
VII, 1ª parte.
13º - A duração do
castigo depende da melhoria do Espírito culpado. Nenhuma condenação por tempo
determinado lhe é prescrita. O que Deus exige pôr termo de sofrimentos é um melhoramento
sério, efetivo, sincero, de volta ao bem.
Deste modo o Espírito
pode prolongar os sofrimentos pela pertinácia no mal, ou suavizá-los e
anulá-los pela prática do bem. Uma condenação por tempo predeterminado teria o
duplo inconveniente de continuar o martírio do Espírito renegado, ou de
libertá-lo do sofrimento quando ainda permanecesse no mal. Ora, Deus, que é
justo, só pune o mal enquanto existe, e deixa de o punir quando não existe mais
...
O Céu e o Inferno – Cap.
VII, 1ª parte.
17º - O arrependimento
pode dar-se por toda parte e em qualquer tempo; se for tarde, porém, o culpado
sofre por mais tempo.
Até que os últimos
vestígios da falta desapareçam, a expiação consiste nos sofrimentos físicos e
morais que lhe são consequentes, seja na vida atual, seja na vida espiritual
após a morte, ou ainda em nova existência corporal ...
O Céu e o Inferno – Cap.
VII, 1ª parte.
4. Trabalho de casa:
Porque
André Luiz foi levado direto para o Nosso Lar?
5. Prece final.
Conteúdos
Capítulo 2 “Clarêncio”
Grupo
1 - Suicídio
“Suicida! Suicida! Criminoso! Infame! – gritos assim
cercavam-me de todos os lados. ”
Por que
André Luiz era chamado de suicida?
Relacione
a situação de André Luiz com a Lei de Conservação.
Conteúdos
Capítulo 2 “Clarêncio”
Grupo 2 – Sensações dos Espíritos
“Crescera-me a barba, a roupa começava a
romper-se com os esforços da resistência, na região desconhecida.
Persistiam as necessidades fisiológicas, sem
modificação. Castigava-me a fome todas as fibras, ...
De quando em quando, deparavam-se-me verduras
que me pareciam agrestes, em torno de humildes filetes d´agua a que me atirava
sequioso. Devorava as folhas desconhecidas ”
Explique como um Espirito desencarnado sente fome, sede, barba e cabelo
crescem conforme aconteceu com André Luiz. Que roupa é esta que ele usava e
como estragava?
Conteúdos
Capítulo 2 “Clarêncio”
Grupo 3 - Resgate
Eu, que detestara as religiões no mundo, experimentava
agora a necessidade de conforto místico.
E, quando as energias me faltaram de todo, quando me
senti absolutamente colado ao lodo da Terra, sem forças para reerguer-me, pedi
ao Supremo Autor da Natureza me estendesse mãos paternais, em tão amargurosa
emergência.
Ah! é preciso haver
sofrido muito, para entender todas as misteriosas belezas da oração; é
necessário haver conhecido o remorso, a humilhação, a extrema desventura, para
tomar com eficácia o sublime elixir de esperança. Foi nesse instante que as
neblinas espessas se dissiparam e alguém surgiu, emissário dos Céus.
Por que o benfeitor
Clarêncio foi ao encontro de André Luiz?
Relacione os dois
parágrafos anteriores com o tempo de permanência no umbral e o processo de
resgate.
Muito bom o texto,obrigado!
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