sábado, 15 de outubro de 2016

Estudo do capítulo 3 de Nosso Lar

Casa Espírita Missionários da Luz - ESDE - 08/03/2016

Tema: Estudo do capítulo 3 de Nosso Lar

Objetivos:
1)    Estudar a ação dos Espíritos sobre os fluidos na construção de cidades espirituais;
2)    Relacionar a renovação do perispírito (saúde) a partir da renovação dos fluidos ambientes;
3)    Levar os participantes a refletirem o efeito da música no ser.

Bibliografia:
O Nosso Lar, Cap. 3, André Luiz/Chico Xavier
Os Mensageiros, Cap. 29 'Notícias interessantes", André Luiz/Chico Xavier
A Gênese, cap. XIV itens 13 à 15 (Os fluidos)
O Livro dos Médiuns, 2ª parte, Cap.1 “Da ação dos Espíritos sobre a matéria”; Cap.4 “Da teoria das manifestações físicas”, Cap. 8 “Do Laboratório Do Mundo Invisível
O Céu e o Inferno, 2ª parte, Cap. IV “Espíritos Sofredores”, “O Castigo”, ‘Príncipe Ouran’, ‘Claire
O Consolador, Emmanuel, Chico Xavier, pergs 161 e 167  (artes)
Atualidade do Pensamento Espírita, Vianna de Carvalho/Divaldo Franco, perg 136  (artes)
Tormentos da Obsessão – Manoel Philomeno Miranda/Divaldo Franco – Cap. 2 “O Sanatório Esperança”
Devassando o Invisível – Yvonne Pereira, Cap. I – parte final

Material: apresentação PowerPoint; música para tocar no notebook (“Tá” e Sonata ao Luar); bolinha de borracha

Desenvolvimento:
  1. Leitura e prece inicial

Tarefas de casa das semanas passadas:

Por que André Luiz, não foi aprisionado por seres inferiores, porém inteligentes e dedicados ao mal?
O Céu e o Inferno, 2ª parte, Cap. IV “Espíritos Sofredores” – ‘PRÍNCIPE OURAN
Por mais sofredor, este Espírito tem assaz culta inteligência para exprimir-se de tal maneira. O que lhe faltava era apenas a humildade, sem a qual nenhum Espírito pode chegar a Deus. Essa humildade conquistou-a agora, (...)

O Céu e o Inferno, 2ª parte, Cap. IV “Espíritos Sofredores” – ‘Claire
“Foi egoísta; possuía tudo, exceto um bom coração. Não violou a lei dos homens, mas a de Deus, visto como esqueceu a primeira das virtudes - a caridade. (...)
Eis o que constitui o seu tormento. Tendo apenas procurado os gozos mundanos que hoje não mais existem, o vácuo se lhe fez em torno, e como vê apenas o nada, este lhe parece eterno. Ela não sofre torturas físicas; não vêm atormentá-la os demônios, o que é aliás desnecessário, uma vez que se atormenta a si mesma, (...).”  (S.Luís)

“Estas comunicações são instrutivas por nos mostrarem principalmente uma das feições mais comuns da vida - a do egoísmo. Delas não resultam esses grandes crimes que atordoam mesmo os mais perversos, mas a condição de uma turba enorme que vive neste mundo, honrada e venerada, somente por ter um certo verniz e isentar-se do opróbrio da repressão das leis sociais. Essa gente não vai encontrar castigos excepcionais no mundo espiritual, mas uma situação simples, natural e consentânea com o estado de sua alma e maneira de viver. O insulamento, o abandono, o desamparo, eis a punição daquele que só viveu para si. Claire era, como vimos, um Espírito assaz inteligente, mas de árido coração. A posição social, a fortuna, os dotes físicos que na Terra possuíra, atraiam-lhe homenagens gratas à sua vaidade - o que lhe bastava; hoje, onde se encontra, só vê indiferença e vacuidade em torno de si”

Com relação à ação dos Espíritos endurecidos, ainda no cap. IV de O Céu e o Inferno, 2ª parte, Cap. VI “Espíritos Sofredores”, ‘O Castigo’:

"Depois da morte, os Espíritos endurecidos, egoístas e maus (...) consideram o que os cerca e, então, compreendendo o abatimento dos Espíritos fracos e punidos, se agarrarão a eles como a uma presa, utilizando-se da lembrança de suas faltas passadas, que eles põem continuamente em ação pelos seus gestos ridículos.
Não lhes bastando esse motejo, atiram-se para a Terra quais abutres famintos, procurando entre os homens uma alma que lhes dê fácil acesso às tentações. Encontrando-a, dela se apoderam exaltando-lhe a cobiça e procurando extinguir-lhe a fé em Deus, até que por fim, senhores de uma consciência e vendo segura a presa, estendem a tudo quanto se lhe aproxime a fatalidade do seu contágio.”

Por que André Luiz foi levado direto para o Nosso Lar?
-ver textos de ‘Os Mensageiros” e do próprio cap.3 de Nosso Lar (em anexo)
-os moradores de Nosso Lar não são obsessores; são sofredores que já se arrependeram.


  1. Desenvolver o tema com auxílio de slides, com exposição dialogada. Levar uma bolinha que será a “batata quente”. Quem estiver com a bolinha na mão, deve responder à pergunta, ou passar adiante.

Construções: muros, edifícios

“Clarêncio, que se apoiava num cajado de substância luminosa, deteve-se à frente de grande porta encravada em altos muros, cobertos de trepadeiras floridas e graciosas. Tateando um ponto da muralha, fez-se longa abertura, através da qual penetramos, silenciosos.”

“A medida que avançávamos, conseguia identificar preciosas construções, situadas em extensos jardins.”

“A meus olhos surgiu, então, a porta acolhedora de alvo edifício, à feição de grande hospital terreno.”

Como são construídas as cidades, como Nosso Lar, no Plano Espiritual?

 Os fluidos espirituais, que constituem um dos estados do fluido cósmico universal, são, a bem dizer, a atmosfera dos seres espirituais; o elemento donde eles tiram os materiais sobre que operam;  (A Gênese, Cap. XIV, item 13)

Os Espíritos atuam sobre os fluidos espirituais (...) empregando o pensamento e a vontade. Para os Espíritos, o pensamento e a vontade são o que é a mão para o homem. Pelo pensamento, eles imprimem àqueles fluidos tal ou qual direção, os aglomeram, combinam ou dispersam, organizam com eles conjuntos que apresentam uma aparência, uma forma, uma coloração determinadas (...) . É a grande oficina ou laboratório da vida espiritual. (A Gênese, Cap. XIV, item 14)

Quem é o arquiteto? O Engenheiro? Os operários?

Tormentos da Obsessão – Manoel Philomeno Miranda/Divaldo Franco – Cap. 2 “O Sanatório Esperança”

Eurípedes Barsanulfo “buscou o apoio dos Benfeitores de mais Alto, para que conduzissem a Jesus uma proposta sua, caracterizada pelo interesse de edificação de um Nosocômio espiritual, especializado em loucura, para aqueles que desequilíbrio apresentassem após a morte do corpo físico, e que também serviria de Escola viva, como igualmente de laboratório, para a preparação das suas reencarnações futuras em estado menos doloroso e com possibilidades mais seguras de recuperação.”
“foi permitida a edificação do refúgio e abrigo especial para os doentes da alma, que se encontrassem sob tormentosas alucinações nos antros escusos da erraticidade inferior”
“— Eurípedes providenciou a convocação de admiráveis psiquiatras e psicólogos desencarnados, que haviam na Terra cuidado das desafiadoras patologias obsessivas e auto-obsessivas, de forma que, preparada a Equipe, foram tomados os cuidados próprios para a edificação do Sanatório, situado nesta área distante do movimento da comunidade espiritual, a fim de que as bênçãos da Natureza contribuíssem também com elementos próprios para acalmar as suas torpes alucinações e ensejar-lhes renovação e paz.”
“Obedecendo a um plano cuidadoso, foram erguidos diversos blocos, que deveriam atender a patologias específicas”
““A região, amplamente arborizada, absorve o impacto vibratório dos tormentos que se exteriorizam dos conjuntos bem desenhados e das clínicas de repouso, para onde são transferidos aqueles que se encontram em processo de recuperação.”

Reúne-se, por exemplo, um grupo, uma falange de Espíritos evoluídos, que resolvem criar uma comunidade social no Espaço, destinada a acelerar seus trabalhos e iniciativas em prol do progresso e do bem comum. São espiritualmente homogêneos, dotados de elevadas capacidades morais, intelectuais e artísticas, além de serem técnicos no assunto. Seus pensamentos vibram uníssonos, do que resultam irradiações e movimentações poderosas, coordenadoras e intensas (...). Eles já teriam programado o que desejavam produzir: uma escola para a reeducação geral de Espíritos fragéis que delinquiram nas experiências terrenas; um asilo ou reformatório, um hospital para o reajustamento mental ou vibratório de pobres sofredores que partiram da Terra envoltos em complexos deploráveis; um palácio para reuniões solenes, uma cidade. A força motora dos seus pensamentos poderosamente associados e disciplinados, irradiando energias, agirá sobre aqueles fluidos e essências e edificará o que antes fora delineado e desejado.
Devassando o Invisível – Yvonne Pereira, Cap. I – parte final, pág 33 e 34

Vimos o processo para construções espirituais por Espíritos Superiores. Como se passa no caso de Espíritos Inferiores?

Tratando-se de entidades inferiores, dá-se idêntico fenômeno de criação mental, não obstante a diferença impressionante na direção criadora, uma vez que estes operadores ignoram sejam os ambientes que os rodeiam criações de suas próprias mentes, pois o feito também se poderá operar à revelia da vontade premeditada e intencional, sob o choque emocional da mente exacerbada, bastando apenas que seus pensamentos trabalhem ou se impressionem com imagens fortes. (...) E, reunidos tais Espíritos em grupos e falanges, em virtude da lei de similitude, que os leva a se atraírem uns aos outros, terão criado, então, seus próprios infernos, suas próprias prisões, seus antros ignóbeis, a que nada sobre a Terra poderá assemelhar-se. E os criam servindo-se das mesmas forças motoras do pensamento, agindo sobre as mesmas essências, os mesmos fluidos, as mesmas ondas vibratórias do éter. Tais, porém, sejam as necessidades de interesse geral, essas regiões, e com elas os Espíritos inferiores seus criadores, serão localizadas num ponto ermo do Invisível ou da Terra mesma, temporariamente, a fim de que eles se não imiscuam com os homens e vislumbrem, na forja dos sofrimentos, o imperativo de regeneração e progresso. É a isso que os instrutores espirituais denominam “Invisível Inferior”.
Devassando o Invisível – Yvonne Pereira, Cap. I – parte final, pág 34 e 35


Qual a durabilidade dessas construções espirituais? Elas se deterioram com o tempo?
“Os objetos que o Espírito forma, têm existência temporária, subordinada à sua vontade, ou a uma necessidade que ele experimenta.” O Livro dos Médiuns, 2 parte, Cap. VIII, item 129.



Luz no Plano Espiritual
Branda claridade inundava ali todas as coisas. Ao longe, gracioso foco de luz dava a idéia de um pôr do sol em tardes primaveris.
De que estrela me vem, agora, esta luz confortadora e brilhante?

qual a resposta dada a André Luiz?

“o Sol que nos ilumina, neste momento, é o mesmo que nos vivificava o corpo físico. Aqui, entretanto, nossa percepção visual é muito mais rica”

Os fluidos espirituais (...)  são, a bem dizer, (...) o meio onde se forma a luz peculiar ao mundo espiritual, diferente, pela causa e pelos efeitos da luz ordinária; finalmente, o veículo do pensamento, como o ar o é do som.  (A Gênese, Cap. XIV, item 13)

Como entender esse texto de Kardec, frente à resposta dada a André Luiz?

Resp.: Kardec fala em termos genéricos. No caso das colônias espirituais nos fluidos espirituais dos planetas, a luz provém da mesma estrela que ilumina esse planeta.

Saúde e Doença no Plano Espiritual

“(... ) serviram-me caldo reconfortante, seguido de água muito fresca, que me pareceu portadora de fluidos divinos. Aquela reduzida porção de líquido reanimava-me inesperadamente. Não saberia dizer que espécie de sopa era aquela; se alimentação sedativa, se remédio salutar.”

“As corolas minúsculas desfaziam-se de leve, ao tocar-nos a fronte, experimentando eu, por minha vez, singular renovação de energias ao contacto das pétalas fluídicas que me balsamizavam o coração.
Terminada a sublime oração, (...) não era mais o doente grave de horas antes. A primeira prece coletiva, em "Nosso Lar", operara em mim completa transformação.”

Como podemos explicar o ocorrido com André Luiz e a teoria dos fluidos?

 Tem conseqüências de importância capital e direta para os encarnados a ação dos Espíritos sobre os fluidos espirituais. Sendo esses fluidos o veículo do pensamento e podendo este modificar-lhes as propriedades, é evidente que eles devem achar-se impregnados das qualidades boas ou más dos pensamentos que os fazem vibrar, modificando-se pela pureza ou impureza dos sentimentos. Os maus pensamentos corrompem os fluidos espirituais, como os miasmas deletérios corrompem o ar respirável.
(A Gênese, Cap. XIV, item 16)

Desde que estes (os fluidos) se modificam pela projeção dos pensamentos do Espírito, seu invólucro perispirítico, que é parte constituinte do seu ser e que recebe de modo direto e permanente a impressão de seus pensamentos, há de, ainda mais, guardar a de suas qualidades boas ou más.
(A Gênese, Cap. XIV, item 18)


Música

-  Pedir que fechem os olhos, pois colocarei uma música. Procurem simplesmente ouvir a música.
-  Colocar uma musica de Mariana Aydar – “Tá”, uns 60 segundos;
-  Colocar Beethoven - Sonata ao Luar, também uns 60 segundos.
-  Desligar o som, e pedir que compartilhem: o que sentiram na primeira e na segunda música.

Como podemos definir o papel da arte para a evolução do Espírito?

-Vejamos o relato de André Luiz...

“ (...) divina melodia penetrou quarto a dentro, parecendo suave colmeia de sons a caminho das esferas superiores.
Aquelas notas de maravilhosa harmonia atravessavam-me o coração.”

“Aquela melodia renovava-me as energias profundas”
“ (...) setenta e duas figuras começaram a cantar harmonioso hino, repleto de indefinível beleza. (...) O cântico celeste constituía-se de notas angelicais, de sublimado reconhecimento.”
“Cariciosa música, em seguida, respondia aos louvores, procedente talvez de esferas distantes.”

O Consolador, Emmanuel/Chico Xavier, Perg. 161 Que é arte?
-A arte pura é a mais elevada contemplação espiritual por parte das criaturas.
Ela significa a mais profunda exteriorização do ideal, a divina manifestação desse “mais além” que polariza as esperanças da alma.

Atualidade do Pensamento Espírita – Vianna de Carvalho

Perg. 136) Quais os gêneros artísticos que mais se aproximam do Belo, do Uno, em se considerando todos praticados com amor, expressividade e devoção?
Toda manifestação de Arte que inspira paz e eleva o ser, que o estimula a progredir e a amar, tomando a vida mais nobre e feliz, traduz o Belo, o Uno, por ser emanação do Seu Psiquismo. (...) No entanto, a Música, em razão da sua capacidade de penetrar o imo do ser, graças às suas melodias que arrebatam e sensibilizam, despertando o divino no humano, parece ser o veículo que mais aproxima a criatura do seu Criador...


3.    Prece final.




Por que André Luiz foi levado direto para o Nosso Lar?

Os Mensageiros, Cap. 29 'Notícias interessantes"

"Viver em “Nosso Lar” é uma grande bênção. Acaso não o terá compreendido ainda?"

"— Segundo os instrutores que nos visitam em “Campo da Paz”, os seus Ministérios são verdadeiras universidades de preparação espiritual. O ensejo educativo, neles, é imenso.”

"— Você diz muito bem, quando se refere a colmeia, significando possibilidades de trabalho. Creia que os sofredores que atingem o seu núcleo já se encontram a caminho de excelentes realizações. Naturalmente que os irmãos desequilibrados, que por lá existem, já se torturam pelo vagaroso despertar da consciência, já sentem remorsos e arrependimentos indicativos de renovação. São sofredores que melhoram progressivamente, porque o ambiente da cidade é de elevação positiva. Onde a maioria vive com a bondade, a maldade da minoria tende sempre a desaparecer. “Nosso Lar”, portanto, mesmo para os que choram, possui soberanas vantagens espirituais."

"— Vocês conhecem lá muitos Espíritos sofredores, mas, em “Campo da Paz”, conhecemos muitos Espíritos obsessores. Lá poderá existir muita gente que ainda chora; mas em nosso meio há muita gente que se revolta. É mais fácil remediar o que geme, que atender ao revoltado. Nas câmaras a que se refere, vocês retificam erros que já apareceram, dores que já se manifestaram; mas aqui, meu amigo, somos compelidos a lutar com irmãos ignorantes e perversos, que se sentem absolutamente certos nas fantasias perigosas que esposaram, e vemo-nos obrigados a atender a doentes que não acreditam na própria enfermidade."

Nosso Lar, Cap. 3

“Um deles afagou-me a fronte, como se fora conhecido pessoal de longo tempo, (...)

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