Casa Espírita Missionários da Luz - ESDE - 08/03/2016
Tema: Estudo do capítulo 3 de Nosso Lar
Objetivos:
1)
Estudar a ação dos Espíritos sobre os
fluidos na construção de cidades espirituais;
2)
Relacionar a renovação do perispírito (saúde)
a partir da renovação dos fluidos ambientes;
3)
Levar os participantes a refletirem o
efeito da música no ser.
Bibliografia:
O Nosso Lar, Cap. 3,
André Luiz/Chico Xavier
Os Mensageiros, Cap. 29 'Notícias interessantes", André
Luiz/Chico Xavier
A Gênese, cap. XIV itens 13 à 15 (Os
fluidos)
O
Livro dos Médiuns, 2ª parte, Cap.1 “Da ação dos Espíritos sobre a matéria”;
Cap.4 “Da teoria das manifestações físicas”, Cap. 8 “Do
Laboratório Do Mundo Invisível”
O Céu e o Inferno, 2ª parte, Cap. IV “Espíritos Sofredores”, “O
Castigo”, ‘Príncipe Ouran’, ‘Claire’
O Consolador, Emmanuel, Chico Xavier,
pergs 161 e 167 (artes)
Atualidade do Pensamento Espírita,
Vianna de Carvalho/Divaldo Franco, perg 136
(artes)
Tormentos da Obsessão – Manoel Philomeno
Miranda/Divaldo Franco – Cap. 2 “O Sanatório
Esperança”
Devassando
o Invisível – Yvonne Pereira, Cap. I – parte final
Material: apresentação PowerPoint; música para tocar no
notebook (“Tá” e Sonata ao Luar); bolinha de borracha
Desenvolvimento:
- Leitura e prece
inicial
Tarefas de casa das semanas passadas:
Por que André
Luiz, não foi aprisionado por seres inferiores, porém inteligentes e dedicados
ao mal?
O Céu e o Inferno, 2ª parte, Cap. IV “Espíritos
Sofredores” – ‘PRÍNCIPE OURAN’
“Por mais sofredor, este Espírito tem assaz culta
inteligência para exprimir-se de tal maneira. O que lhe faltava era apenas a
humildade, sem a qual nenhum Espírito pode chegar a Deus. Essa humildade
conquistou-a agora, (...)”
O Céu e o Inferno, 2ª parte, Cap. IV “Espíritos
Sofredores” – ‘Claire’
“Foi egoísta; possuía tudo, exceto um bom
coração. Não violou a lei dos homens, mas a de Deus, visto como esqueceu a
primeira das virtudes - a caridade. (...)
Eis o que
constitui o seu tormento. Tendo apenas procurado os gozos mundanos que hoje não
mais existem, o vácuo se lhe fez em torno, e como vê apenas o nada, este lhe
parece eterno. Ela não sofre torturas físicas; não vêm atormentá-la os
demônios, o que é aliás desnecessário, uma vez que se atormenta a si mesma,
(...).” (S.Luís)
“Estas comunicações são instrutivas por nos mostrarem principalmente uma
das feições mais comuns da vida - a do egoísmo. Delas não resultam esses
grandes crimes que atordoam mesmo os mais perversos, mas a condição de uma
turba enorme que vive neste mundo, honrada e venerada, somente por ter um certo
verniz e isentar-se do opróbrio da repressão das leis sociais. Essa gente não
vai encontrar castigos excepcionais no mundo espiritual, mas uma situação
simples, natural e consentânea com o estado de sua alma e maneira de viver. O
insulamento, o abandono, o desamparo, eis a punição daquele que só viveu para
si. Claire era, como vimos, um Espírito assaz inteligente, mas de árido
coração. A posição social, a fortuna, os dotes físicos que na Terra possuíra,
atraiam-lhe homenagens gratas à sua vaidade - o que lhe bastava; hoje, onde se
encontra, só vê indiferença e vacuidade em torno de si”
Com relação à ação dos Espíritos endurecidos, ainda no cap. IV de O Céu e o Inferno, 2ª parte, Cap. VI “Espíritos
Sofredores”, ‘O Castigo’:
"Depois da morte, os Espíritos endurecidos,
egoístas e maus (...) consideram o que os cerca e, então, compreendendo o
abatimento dos Espíritos fracos e punidos, se agarrarão a eles como a uma
presa, utilizando-se da lembrança de suas faltas passadas, que eles põem
continuamente em ação pelos seus gestos ridículos.
Não lhes bastando esse motejo, atiram-se para a
Terra quais abutres famintos, procurando entre os homens uma alma que lhes dê
fácil acesso às tentações. Encontrando-a, dela se apoderam exaltando-lhe a
cobiça e procurando extinguir-lhe a fé em Deus, até que por fim, senhores de
uma consciência e vendo segura a presa, estendem a tudo quanto se lhe aproxime
a fatalidade do seu contágio.”
Por que André
Luiz foi levado direto para o Nosso Lar?
-ver textos de ‘Os Mensageiros” e do próprio cap.3 de Nosso Lar (em
anexo)
-os moradores de Nosso Lar não são obsessores; são sofredores que já se
arrependeram.
- Desenvolver o tema com auxílio
de slides, com exposição dialogada. Levar
uma bolinha que será a “batata quente”. Quem estiver com a bolinha na mão,
deve responder à pergunta, ou passar adiante.
Construções: muros,
edifícios
“Clarêncio, que se apoiava num cajado de
substância luminosa, deteve-se à frente de grande porta encravada em altos
muros, cobertos de trepadeiras floridas e graciosas. Tateando um ponto da
muralha, fez-se longa abertura, através da qual penetramos, silenciosos.”
“A
medida que avançávamos, conseguia identificar preciosas construções, situadas
em extensos jardins.”
“A meus olhos surgiu,
então, a porta acolhedora de alvo edifício, à feição de grande hospital
terreno.”
Como são
construídas as cidades, como Nosso Lar, no Plano Espiritual?
Os fluidos
espirituais, que constituem um dos estados do fluido cósmico universal, são, a
bem dizer, a atmosfera dos seres espirituais; o elemento donde eles tiram os
materiais sobre que operam; (A Gênese,
Cap. XIV, item 13)
Os
Espíritos atuam sobre os fluidos espirituais (...) empregando o pensamento e a
vontade. Para os Espíritos, o pensamento e a vontade são o que é a mão para o
homem. Pelo pensamento, eles imprimem àqueles fluidos tal ou qual direção, os
aglomeram, combinam ou dispersam, organizam com eles conjuntos que apresentam
uma aparência, uma forma, uma coloração determinadas (...) . É a grande oficina
ou laboratório da vida espiritual. (A Gênese, Cap. XIV, item 14)
Quem é o
arquiteto? O Engenheiro? Os operários?
Tormentos da Obsessão – Manoel Philomeno
Miranda/Divaldo Franco – Cap. 2 “O Sanatório
Esperança”
Eurípedes
Barsanulfo “buscou o apoio dos Benfeitores de mais Alto, para que conduzissem a
Jesus uma proposta sua, caracterizada pelo interesse de edificação de um
Nosocômio espiritual, especializado em loucura, para aqueles que desequilíbrio
apresentassem após a morte do corpo físico, e que também serviria de Escola
viva, como igualmente de laboratório, para a preparação das suas reencarnações
futuras em estado menos doloroso e com possibilidades mais seguras de
recuperação.”
“foi permitida a
edificação do refúgio e abrigo especial para os doentes da alma, que se
encontrassem sob tormentosas alucinações nos antros escusos da erraticidade
inferior”
“— Eurípedes providenciou a convocação de admiráveis psiquiatras e
psicólogos desencarnados, que haviam na Terra cuidado das desafiadoras
patologias obsessivas e auto-obsessivas, de forma que, preparada a Equipe,
foram tomados os cuidados próprios para a edificação do Sanatório, situado
nesta área distante do movimento da comunidade espiritual, a fim de que as
bênçãos da Natureza contribuíssem também com elementos próprios para acalmar as
suas torpes alucinações e ensejar-lhes renovação e paz.”
“Obedecendo a um
plano cuidadoso, foram erguidos diversos blocos, que deveriam atender a
patologias específicas”
““A região,
amplamente arborizada, absorve o impacto vibratório dos tormentos que se
exteriorizam dos conjuntos bem desenhados e das clínicas de repouso, para onde
são transferidos aqueles que se encontram em processo de recuperação.”
Reúne-se, por exemplo, um grupo, uma falange
de Espíritos evoluídos, que resolvem criar uma comunidade social no Espaço,
destinada a acelerar seus trabalhos e iniciativas em prol do progresso e do bem
comum. São espiritualmente homogêneos, dotados de elevadas capacidades morais,
intelectuais e artísticas, além de serem técnicos no assunto. Seus pensamentos
vibram uníssonos, do que resultam irradiações e movimentações poderosas,
coordenadoras e intensas (...). Eles já teriam programado o que desejavam
produzir: uma escola para a reeducação geral de Espíritos fragéis que
delinquiram nas experiências terrenas; um asilo ou reformatório, um hospital
para o reajustamento mental ou vibratório de pobres sofredores que partiram da
Terra envoltos em complexos deploráveis; um palácio para reuniões solenes, uma
cidade. A força motora dos seus pensamentos poderosamente associados e
disciplinados, irradiando energias, agirá sobre aqueles fluidos e essências e
edificará o que antes fora delineado e desejado.
Devassando
o Invisível – Yvonne Pereira, Cap. I – parte final, pág 33 e 34
Vimos o
processo para construções espirituais por Espíritos Superiores. Como se passa
no caso de Espíritos Inferiores?
Tratando-se de entidades inferiores, dá-se
idêntico fenômeno de criação mental, não obstante a diferença impressionante na
direção criadora, uma vez que estes operadores ignoram sejam os ambientes que
os rodeiam criações de suas próprias mentes, pois o feito também se poderá
operar à revelia da vontade premeditada e intencional, sob o choque emocional
da mente exacerbada, bastando apenas que seus pensamentos trabalhem ou se
impressionem com imagens fortes. (...) E, reunidos tais Espíritos em grupos e
falanges, em virtude da lei de similitude, que os leva a se atraírem uns aos
outros, terão criado, então, seus próprios infernos, suas próprias prisões,
seus antros ignóbeis, a que nada sobre a Terra poderá assemelhar-se. E os criam
servindo-se das mesmas forças motoras do pensamento, agindo sobre as mesmas
essências, os mesmos fluidos, as mesmas ondas vibratórias do éter. Tais, porém,
sejam as necessidades de interesse geral, essas regiões, e com elas os
Espíritos inferiores seus criadores, serão localizadas num ponto ermo do
Invisível ou da Terra mesma, temporariamente, a fim de que eles se não imiscuam
com os homens e vislumbrem, na forja dos sofrimentos, o imperativo de
regeneração e progresso. É a isso que os instrutores espirituais denominam
“Invisível Inferior”.
Devassando o Invisível – Yvonne Pereira, Cap.
I – parte final, pág 34 e 35
Qual a
durabilidade dessas construções espirituais? Elas se deterioram com o tempo?
“Os
objetos que o Espírito forma, têm existência temporária, subordinada à sua
vontade, ou a uma necessidade que ele experimenta.” O Livro dos Médiuns, 2
parte, Cap. VIII, item 129.
Luz no Plano Espiritual
Branda claridade
inundava ali todas as coisas. Ao longe, gracioso foco de luz dava a idéia de um
pôr do sol em tardes primaveris.
De
que estrela me vem, agora, esta luz confortadora e brilhante?
qual a resposta dada a André Luiz?
“o Sol que nos
ilumina, neste momento, é o mesmo que nos vivificava o corpo físico. Aqui,
entretanto, nossa percepção visual é muito mais rica”
“
Os fluidos espirituais (...) são, a bem dizer, (...) o meio onde se
forma a luz peculiar ao mundo espiritual, diferente, pela causa e pelos
efeitos da luz ordinária; finalmente, o veículo do pensamento, como o ar o é do
som. (A Gênese, Cap. XIV, item 13)
Como entender esse texto de Kardec,
frente à resposta dada a André Luiz?
Resp.:
Kardec fala em termos genéricos. No caso das colônias espirituais nos fluidos
espirituais dos planetas, a luz provém da mesma estrela que ilumina esse
planeta.
Saúde e Doença no Plano Espiritual
“(... ) serviram-me
caldo reconfortante, seguido de água muito fresca, que me pareceu portadora de
fluidos divinos. Aquela reduzida porção de líquido reanimava-me
inesperadamente. Não saberia dizer que espécie de sopa era aquela; se
alimentação sedativa, se remédio salutar.”
“As corolas minúsculas desfaziam-se de leve,
ao tocar-nos a fronte, experimentando eu, por minha vez, singular renovação de
energias ao contacto das pétalas fluídicas que me balsamizavam o coração.
Terminada a sublime
oração, (...) não era mais o doente grave de horas antes. A primeira prece
coletiva, em "Nosso Lar", operara em mim completa transformação.”
Como podemos
explicar o ocorrido com André Luiz e a teoria dos fluidos?
Tem
conseqüências de importância capital e direta para os encarnados a ação dos
Espíritos sobre os fluidos espirituais. Sendo esses fluidos o veículo do
pensamento e podendo este modificar-lhes as propriedades, é evidente que eles
devem achar-se impregnados das qualidades boas ou más dos pensamentos que os
fazem vibrar, modificando-se pela pureza ou impureza dos sentimentos. Os maus
pensamentos corrompem os fluidos espirituais, como os miasmas deletérios
corrompem o ar respirável.
(A Gênese, Cap. XIV, item 16)
Desde
que estes (os fluidos) se modificam
pela projeção dos pensamentos do Espírito, seu invólucro perispirítico, que é
parte constituinte do seu ser e que recebe de modo direto e permanente a
impressão de seus pensamentos, há de, ainda mais, guardar a de suas qualidades
boas ou más.
(A Gênese, Cap. XIV, item 18)
Música
- Pedir que fechem os olhos, pois colocarei uma
música. Procurem simplesmente ouvir a música.
- Colocar uma musica de Mariana Aydar – “Tá”, uns
60 segundos;
- Colocar Beethoven - Sonata ao Luar, também uns
60 segundos.
- Desligar o som, e pedir que compartilhem: o que
sentiram na primeira e na segunda música.
Como podemos definir o papel da arte para a evolução do Espírito?
-Vejamos o relato de
André Luiz...
“ (...) divina melodia penetrou quarto a
dentro, parecendo suave colmeia de sons a caminho das esferas superiores.
Aquelas notas de
maravilhosa harmonia atravessavam-me o coração.”
“Aquela melodia
renovava-me as energias profundas”
“ (...) setenta e duas figuras começaram a
cantar harmonioso hino, repleto de indefinível beleza. (...) O cântico celeste
constituía-se de notas angelicais, de sublimado reconhecimento.”
“Cariciosa música, em
seguida, respondia aos louvores, procedente talvez de esferas distantes.”
O Consolador, Emmanuel/Chico Xavier, Perg. 161 –Que é
arte?
-A arte pura é a mais elevada contemplação
espiritual por parte das criaturas.
Ela
significa a mais profunda exteriorização do ideal, a divina manifestação desse
“mais além” que polariza as esperanças da alma.
Atualidade do
Pensamento Espírita – Vianna de Carvalho
Perg.
136) Quais os gêneros artísticos que mais se aproximam do Belo, do Uno, em se
considerando todos praticados com amor, expressividade e devoção?
Toda
manifestação de Arte que inspira paz e eleva o ser, que o estimula a progredir
e a amar, tomando a vida mais nobre e feliz, traduz o Belo, o Uno, por ser
emanação do Seu Psiquismo. (...) No
entanto, a Música, em razão da sua capacidade de penetrar o imo do ser, graças
às suas melodias que arrebatam e sensibilizam, despertando o divino no humano,
parece ser o veículo que mais aproxima a criatura do seu Criador...
3. Prece final.
Por
que André Luiz foi levado direto para o Nosso Lar?
Os
Mensageiros, Cap. 29 'Notícias interessantes"
"Viver
em “Nosso Lar” é uma grande bênção. Acaso não o terá compreendido ainda?"
"—
Segundo os instrutores que nos visitam em “Campo da Paz”, os seus Ministérios
são verdadeiras universidades de preparação espiritual. O ensejo educativo,
neles, é imenso.”
"—
Você diz muito bem, quando se refere a colmeia, significando possibilidades de
trabalho. Creia que os sofredores que atingem o seu núcleo já se encontram a
caminho de excelentes realizações. Naturalmente que os irmãos desequilibrados,
que por lá existem, já se torturam pelo vagaroso despertar da consciência, já
sentem remorsos e arrependimentos indicativos de renovação. São sofredores que
melhoram progressivamente, porque o ambiente da cidade é de elevação positiva. Onde
a maioria vive com a bondade, a maldade da minoria tende sempre a desaparecer.
“Nosso Lar”, portanto, mesmo para os que choram, possui soberanas vantagens
espirituais."
"—
Vocês conhecem lá muitos Espíritos sofredores, mas, em “Campo da Paz”,
conhecemos muitos Espíritos obsessores. Lá poderá existir muita gente que ainda
chora; mas em nosso meio há muita gente que se revolta. É mais fácil remediar o
que geme, que atender ao revoltado. Nas câmaras a que se refere, vocês
retificam erros que já apareceram, dores que já se manifestaram; mas aqui, meu
amigo, somos compelidos a lutar com irmãos ignorantes e perversos, que se
sentem absolutamente certos nas fantasias perigosas que esposaram, e vemo-nos
obrigados a atender a doentes que não acreditam na própria enfermidade."
Nosso
Lar, Cap. 3
“Um
deles afagou-me a fronte, como se fora conhecido pessoal de longo tempo, (...)
Excelente o texto,obrigado!
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