sábado, 15 de outubro de 2016

Estudo do capítulo 4 de Nosso Lar

Casa Espírita Missionários da Luz - ESDE - 15/03/2016

Tema: Estudo do capítulo 4 de Nosso Lar

Objetivos:
Levar o participante a refletir sobre a importância do corpo, instrumento do Espírito;
Identificar a relação direta entre a atitude mental e a saúde orgânica;
Refletir a sua conduta diária: de acordo com as leis de Deus ou só as leis civis?

Bibliografia:
- O Nosso Lar, Cap. 4;
- O Evangelho Segundo o Espiritismo: Cap. V, itens 4 e 5, Cap. XVII item 11, Cap. IX item 9  'A cólera',
Cap. XII item 3 – 'Amar os Inimigos';
- LE perg perg 614, 716;
- A Gênese, Cap. XIV, itens 17 e 18;
- Joanna de Ângelis, cap. 2, Plenitude;
- Leis Morais da Vida – Joanna de Angelis, Cap 20 – Desperdícios

Material: apresentação PowerPoint; textos dos grupos

Desenvolvimento:
  1. Prece inicial

  1. Dividir a turma em 3 grupos para estudo de trechos do capítulo 4 do livro Nosso Lar.
i)              Corpo, instrumento do Espírito;
ii)             Atitude mental e a saúde orgânica;
iii)            Leis civis x Leis divinas

  1. Apresentação dos grupos e apoio teórico, com slides, após cada grupo se apresentar.

  1. Prece final.

Anexos:

Grupo 1:
“Lutei mais de quarenta dias, na Casa de Saúde, tentando vencer a morte. Sofri duas operações graves, devido a oclusão intestinal...
- Sim - esclareceu o médico, demonstrando a mesma serenidade superior -, mas a oclusão radicava-se em causas profundas. (...) O organismo espiritual apresenta em si mesmo a história completa das ações praticadas no mundo.”

“A oclusão derivava de elementos cancerosos, e estes, por sua vez, de algumas leviandades do meu estimado irmão, no campo da sífilis.”

“- Os órgãos do corpo somático possuem incalculáveis reservas, segundo os desígnios do Senhor. (...) Todo o aparelho gástrico foi destruído à custa de excessos de alimentação e bebidas alcoólicas, aparentemente sem importância. Devorou-lhe a sífilis energias essenciais. Como vê, o suicídio é incontestável.”


André Luiz viveu os vícios aceitáveis de seu tempo, e isso o levou às doenças que o vitimaram.

- atualmente, quais vícios sociais podemos identificar, que geram problemas semelhantes aos que André Luiz passou?

- todas as pessoas que mantém esses vícios sociais como estilo de vida, terão, necessariamente os mesmos problemas físicos de André Luiz? Justifique sua resposta.

Grupo 2:


“A moléstia talvez não assumisse características tão graves, se o seu procedimento mental no planeta estivesse enquadrado nos princípios da fraternidade e da temperança. Entretanto, seu modo especial de conviver, muita vez exasperado e sombrio, captava destruidoras vibrações naqueles que o ouviam. Nunca imaginou que a cólera fosse manancial de forças negativas para nós mesmos? A ausência de autodomínio, a inadvertência no trato com os semelhantes, aos quais muitas vezes ofendeu sem refletir, conduziam-no freqüentemente à esfera dos seres doentes e inferiores. Tal circunstância agravou, de muito, o seu estado físico.”

André Luiz agravou seu estado de saúde, pelas atitudes no relacionamento com as outras pessoas.

Como a atitude mental pode intervir na saúde da pessoa?

Levantar uma situação vivida, de alguém do grupo, ou de outra pessoa qualquer, em que essa relação entre a atitude mental e saúde física foi evidente.

Como explicar essa relação mente x saúde do corpo, na teoria espírita?


Grupo 3:

“Aliás, não poderia supor, noutro tempo, que me seriam pedidas contas de episódios simples, que costumava considerar como fatos sem maior significação. Conceituara, até ali, os erros humanos, segundo os preceitos da criminologia. Todo acontecimento insignificante, estranho aos códigos, entraria na relação de fenômenos naturais. Deparava-se-me, porém, agora, outro sistema de verificação das faltas cometidas.”

Que atitudes costumamos tomar diariamente, como normais, que poderiam ser contrárias às leis de Deus?

Quais poderiam ser as consequências dessas atitudes identificadas pelo grupo?

Como relacionar essas reflexões com a sustentabilidade de nosso planeta?



Slides de apoio teórico:

Grupo 1 – Corpo Instrumento do Espírito

Remontando-se à origem dos males terrestres, reconhecer-se-á que muitos são conseqüência natural do caráter e do proceder dos que os suportam.”
“Quantas doenças e enfermidades decorrem da intemperança e dos excessos de todo gênero!”
(ESE Cap. V, item 4)
ènão é o que fazemos um dia, mas sim um hábito que se enraíza em nosso modo de viver

Por meio da organização que lhe deu, a Natureza lhe traçou o limite das necessidades; porém, os vícios lhe alteraram a constituição e lhe criaram necessidades que não são reais.” (LE perg 716)
èos vícios vão aos poucos, alterando nosso corpo, exigindo novos cosumos

Amai, pois, a vossa alma, porém, cuidai igualmente do vosso corpo, instrumento daquela. Desatender as necessidades que a própria Natureza indica, é desatender a lei de Deus.” (ESE Cap. XVII, 11)
ènecessidade do equilíbrio.



 “A longa tarefa, que lhe foi confiada pelos Maiores da Espiritualidade Superior, foi reduzida a meras tentativas de trabalho que não se consumou. ” (Nosso Lar, Cap. 4)
èvemos aqui menção à missão que André Luiz teve antes de reencarnar. Todos nós nascemos com tarefas a realizar e com os recursos para tal realização. Vale a reflexão, se estamos bem utilizando o maior recurso que recebemos: o Corpo!

Grupo 2 - Atitude mental e a saúde orgânica

“Se ponderasse que a cólera a nada remedeia, que lhe altera a saúde e compromete até a vida, reconheceria ser ele próprio a sua primeira vítima. Mas, outra consideração, sobretudo, devera contê-lo, a de que torna infelizes todos os que o cercam.” (ESE Cap. IX item 9  A cólera)

A diversidade na maneira de sentir, nessas duas circunstâncias diferentes, resulta mesmo de uma lei física: a da assimilação e da repulsão dos fluidos. O pensamento malévolo determina uma corrente fluídica que impressiona penosamente. (ESE Cap. XII item 3 – Amar os Inimigos)

Sob o ponto de vista moral, (os fluidos) trazem o cunho dos sentimentos de ódio, de inveja, de ciúme, de orgulho, de egoísmo, de violência, de hipocrisia, de bondade, de benevolência, de amor, de caridade, de doçura, etc. Sob o aspecto físico, são excitantes, calmantes, penetrantes, adstringentes, irritantes, dulcificantes, soporíficos, narcóticos, tóxicos, reparadores, expulsivos; tornam-se força de transmissão, de propulsão, etc. (A Gênese, Cap. XIV, item 17)

Atuando esses fluidos sobre o perispírito, este, a seu turno, reage sobre o organismo material com que se acha em contacto molecular. Se os eflúvios são de boa natureza, o corpo ressente uma impressão salutar; se são maus, a impressão é penosa. Se são permanentes e enérgicos, os eflúvios maus podem ocasionar desordens físicas; não é outra a causa de certas enfermidades. (A Gênese, Cap. XIV, item 18)

A doença é o resultado do desequilíbrio energético do corpo em razão da fragilidade emocional do espírito que o aciona.
Para vivermos com saúde, devemos: exercitar o amor, o auto perdão, o estimulo para viver e a doação. (Joanna de Ângelis, cap. 2, Plenitude)


Grupo 3 - Leis civis x Leis divinas

A lei humana atinge certas faltas e as pune. (...) Mas a lei não atinge, nem pode atingir todas as faltas; incide especialmente sobre as que trazem prejuízo à sociedade e não sobre as que só prejudicam os que as cometem. Deus, porém, quer que todas as suas criaturas progridam e, portanto, não deixa impune qualquer desvio do caminho reto. Não há falta alguma, por mais leve que seja, nenhuma infração da sua lei, que não acarrete forçosas e inevitáveis conseqüências, mais ou menos deploráveis. (ESE Cap. V item 5)
èComo relacionar o progresso com a punição das faltas? A resposta está na própria frase: a “punição” é na realidade, a consequência do ato praticado.

 Que se deve entender por lei natural?
“A lei natural é a lei de Deus. É a única verdadeira para a felicidade do homem. Indica-lhe o que deve fazer ou deixar de fazer e ele só é infeliz quando dela se afasta.” (LE perg 614)

èFalando de ecologia, de sustentabilidade:
Há muito desperdício no mundo, fomentando larga faixa de miséria entre os homens.

“Muitos cristãos distraídos, porém, ataviam-se, complicam os deveres, sobrecarregam-se do dispensável, desperdiçam valores, tempo e oportunidade edificante para o próprio burilamento.”

“O que desperdiçares hoje, faltar-te-á amanhã, não o duvides.”
(Leis Morais da Vida – Joanna de Angelis, Cap 20 – Desperdícios)


Leis Morais da Vida – Joanna de Angelis, Cap 20 - DESPERDÍCIOS

Há muito desperdício no mundo, fomentando larga faixa de miséria entre os homens.
O que abunda em tua mesa falta em muitos lares.
O excesso nas tuas mãos é escassez em inúmeras famílias.
O que te sobra e atiras fora, produz ausência em outros lugares.
O desperdício é fator expressivo de ruína na comunidade.
O homem, desejando fugir das realidades transcendentes da vida, afoga-se na fantasia, engendrando as “indústrias da inutilidade”, abarrotando-se com os acúmulos, padecendo sob o peso constritor da irresponsabilidade, em que sucumbe por fim.
A vida é simples nas suas exigências quase ascetas.
Muitos cristãos distraídos, porém, ataviam-se, complicam os deveres, sobrecarregam-se do dispensável, desperdiçam valores, tempo e oportunidade edificante para o próprio burilamento.

*

Desperdiçam palavras, amontoando-as em verbalismo inútil a fim de esconderem as verdades;
Desperdiçam tempo em repousos e férias demorados, que anestesiam os centros combativos de ação da alma encarnada;
Desperdiçam alimentos em banquetes, recepções festas extravagantes com que disputam vaidades;
Desperdiçam medicamentos em prateleiras empoeiradas, aguardando, no lar, doenças que não chegarão, ou, em se apresentando, encontram-nos ultrapassados;
Desperdiçam trajes e agasalhos em armários fechados, que não voltarão a usar;
Desperdiçam moedas irrecuperáveis em jogos e abusos de todo gênero, sem qualquer recato ou zelo;
Desperdiçam a saúde nas volúpias do desejo e nas inquietações da posse com sofreguidão;
Desperdiçam a inteligência, a beleza, a cultura, a arte nos espetáculos do absurdo e da incoerência, a fim de fazerem a viagem da recuperação do que estragaram, em alucinada correria para lugar nenhum...
Não se recupera a malbaratada oportunidade.
Ninguém volta ao passado, na busca de refazê-lo, encaminhá-lo noutro rumo.
O desperdício alucina o extravagante e exaure o necessitado que se lhe faz vítima.
Há, sim, muito e incompreensível desperdício na Terra.

*

Reparte a tua fartura com a escassez do teu próximo.
Divide os teus recursos, tuas conquistas e vê-los-á multiplicados em mil mãos que se erguerão louvando e abençoando as tuas generosas mãos.
Passarás pelo mundo queiras ou não. Os teus feitos ficarão aguardando o teu retorno.
Como semeares, assim recolherás.
O que desperdiçares hoje, faltar-te-á amanhã, não o duvides.

Sê pródigo sem ser perdulário, generoso sem ser desperdiçador e o que conseguires será crédito ou débito na contabilidade da tua vida perene.

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