Casa Espírita Missionários da Luz - ESDE - 15/03/2016
Tema: Estudo do capítulo 4 de Nosso Lar
Objetivos:
Levar o participante a refletir sobre a importância do corpo,
instrumento do Espírito;
Identificar a relação direta entre a atitude mental e a saúde orgânica;
Refletir a sua conduta diária: de acordo com as leis de Deus ou só as
leis civis?
Bibliografia:
- O Nosso Lar, Cap. 4;
- O Evangelho Segundo o Espiritismo: Cap. V,
itens 4 e 5, Cap. XVII item 11, Cap. IX item 9
'A cólera',
Cap. XII item 3 – 'Amar os Inimigos';
- LE perg perg 614, 716;
- A Gênese, Cap. XIV, itens 17 e 18;
- Joanna de Ângelis, cap. 2, Plenitude;
-
Leis Morais da Vida – Joanna de Angelis, Cap 20 – Desperdícios
Material: apresentação PowerPoint; textos dos grupos
Desenvolvimento:
- Prece
inicial
- Dividir a
turma em 3 grupos para estudo de trechos do capítulo 4 do livro Nosso Lar.
i)
Corpo, instrumento do Espírito;
ii)
Atitude mental e a saúde orgânica;
iii)
Leis civis x Leis divinas
- Apresentação
dos grupos e apoio teórico, com slides, após cada grupo se apresentar.
- Prece
final.
Anexos:
Grupo
1:
“Lutei mais de quarenta dias, na Casa de Saúde, tentando vencer a morte.
Sofri duas operações graves, devido a oclusão intestinal...
- Sim - esclareceu o médico, demonstrando a mesma serenidade superior -,
mas a oclusão radicava-se em causas profundas. (...) O organismo espiritual apresenta
em si mesmo a história completa das ações praticadas no mundo.”
“A oclusão derivava de elementos cancerosos, e estes, por sua vez, de
algumas leviandades do meu estimado irmão, no campo da sífilis.”
“- Os órgãos do corpo somático possuem incalculáveis reservas, segundo os
desígnios do Senhor. (...) Todo o aparelho gástrico foi destruído à custa de
excessos de alimentação e bebidas alcoólicas, aparentemente sem importância.
Devorou-lhe a sífilis energias essenciais. Como vê, o suicídio é incontestável.”
André Luiz viveu os vícios aceitáveis de seu
tempo, e isso o levou às doenças que o vitimaram.
- atualmente, quais
vícios sociais podemos identificar, que geram problemas semelhantes aos que
André Luiz passou?
- todas as pessoas que mantém esses vícios
sociais como estilo de vida, terão, necessariamente os mesmos problemas físicos
de André Luiz? Justifique sua resposta.
Grupo
2:
“A moléstia talvez não assumisse características tão graves, se o seu
procedimento mental no planeta estivesse enquadrado nos princípios da
fraternidade e da temperança. Entretanto, seu modo especial de conviver, muita
vez exasperado e sombrio, captava destruidoras vibrações naqueles que o ouviam.
Nunca imaginou que a cólera fosse manancial de forças negativas para nós mesmos?
A ausência de autodomínio, a inadvertência no trato com os semelhantes, aos
quais muitas vezes ofendeu sem refletir, conduziam-no freqüentemente à esfera
dos seres doentes e inferiores. Tal circunstância agravou, de muito, o seu
estado físico.”
André Luiz agravou seu
estado de saúde, pelas atitudes no relacionamento com as outras pessoas.
Como a atitude mental pode intervir na saúde da
pessoa?
Levantar uma situação
vivida, de alguém do grupo, ou de outra pessoa qualquer, em que essa relação
entre a atitude mental e saúde física foi evidente.
Como explicar essa relação mente x saúde do
corpo, na teoria espírita?
Grupo
3:
“Aliás, não poderia supor, noutro tempo, que me seriam pedidas contas de
episódios simples, que costumava considerar como fatos sem maior significação.
Conceituara, até ali, os erros humanos, segundo os preceitos da criminologia.
Todo acontecimento insignificante, estranho aos códigos, entraria na relação de
fenômenos naturais. Deparava-se-me, porém, agora, outro sistema de verificação
das faltas cometidas.”
Que atitudes costumamos
tomar diariamente, como normais, que poderiam ser contrárias às leis de Deus?
Quais poderiam ser as consequências dessas
atitudes identificadas pelo grupo?
Como relacionar essas reflexões com a sustentabilidade
de nosso planeta?
Slides de apoio teórico:
Grupo 1 – Corpo Instrumento do Espírito
“Remontando-se
à origem dos males terrestres, reconhecer-se-á que muitos são conseqüência
natural do caráter e do proceder dos que os suportam.”
“Quantas
doenças e enfermidades decorrem da intemperança e dos excessos de todo gênero!”
(ESE Cap. V, item 4)
ènão
é o que fazemos um dia, mas sim um hábito que se enraíza em nosso modo de viver
Por meio da
organização que lhe deu, a Natureza lhe traçou o limite das necessidades;
porém, os vícios lhe alteraram a constituição e lhe criaram necessidades que
não são reais.” (LE perg 716)
èos vícios vão aos poucos, alterando nosso corpo,
exigindo novos cosumos
“Amai, pois, a
vossa alma, porém, cuidai igualmente do vosso corpo, instrumento daquela.
Desatender as necessidades que a própria Natureza indica, é desatender a lei de
Deus.” (ESE
Cap. XVII, 11)
ènecessidade do equilíbrio.
“A longa tarefa, que lhe foi confiada pelos
Maiores da Espiritualidade Superior, foi reduzida a meras tentativas de
trabalho que não se consumou. ” (Nosso Lar, Cap. 4)
èvemos aqui menção à missão que André Luiz teve
antes de reencarnar. Todos nós nascemos com tarefas a realizar e com os
recursos para tal realização. Vale a reflexão, se estamos bem utilizando o
maior recurso que recebemos: o Corpo!
Grupo 2 - Atitude mental
e a saúde orgânica
“Se
ponderasse que a cólera a nada remedeia, que lhe altera a saúde e compromete
até a vida, reconheceria ser ele próprio a sua primeira vítima. Mas, outra
consideração, sobretudo, devera contê-lo, a de que torna infelizes todos os que
o cercam.” (ESE
Cap. IX item 9 A cólera)
A
diversidade na maneira de sentir, nessas duas circunstâncias diferentes,
resulta mesmo de uma lei física: a da assimilação e da repulsão dos fluidos. O
pensamento malévolo determina uma corrente fluídica que impressiona penosamente.
(ESE
Cap. XII item 3 – Amar os Inimigos)
Sob
o ponto de vista moral, (os fluidos) trazem
o cunho dos sentimentos de ódio, de inveja, de ciúme, de orgulho, de egoísmo,
de violência, de hipocrisia, de bondade, de benevolência, de amor, de caridade,
de doçura, etc. Sob o aspecto físico, são excitantes, calmantes, penetrantes,
adstringentes, irritantes, dulcificantes, soporíficos, narcóticos, tóxicos,
reparadores, expulsivos; tornam-se força de transmissão, de propulsão, etc. (A
Gênese, Cap. XIV, item 17)
Atuando
esses fluidos sobre o perispírito, este, a seu turno, reage sobre o organismo
material com que se acha em contacto molecular. Se os eflúvios são de boa
natureza, o corpo ressente uma impressão salutar; se são maus, a impressão é
penosa. Se são permanentes e enérgicos, os eflúvios maus podem ocasionar
desordens físicas; não é outra a causa de certas enfermidades. (A Gênese, Cap.
XIV, item 18)
A
doença é o resultado do desequilíbrio energético do corpo em razão da
fragilidade emocional do espírito que o aciona.
Para
vivermos com saúde, devemos: exercitar o amor, o auto perdão, o estimulo para
viver e a doação. (Joanna de Ângelis, cap. 2, Plenitude)
Grupo 3 - Leis civis x
Leis divinas
A
lei humana atinge certas faltas e as pune. (...) Mas a lei não atinge, nem pode
atingir todas as faltas; incide especialmente sobre as que trazem prejuízo à
sociedade e não sobre as que só prejudicam os que as cometem. Deus, porém, quer
que todas as suas criaturas progridam e, portanto, não deixa impune qualquer
desvio do caminho reto. Não há falta alguma, por mais leve que seja, nenhuma infração
da sua lei, que não acarrete forçosas e inevitáveis conseqüências, mais ou
menos deploráveis. (ESE
Cap. V item 5)
èComo relacionar o progresso com a punição das
faltas? A resposta está na própria frase: a “punição” é na realidade, a
consequência do ato praticado.
Que se deve entender por lei
natural?
“A lei
natural é a lei de Deus. É a única verdadeira para a felicidade do homem.
Indica-lhe o que deve fazer ou deixar de fazer e ele só é infeliz quando dela
se afasta.” (LE perg 614)
èFalando de ecologia, de
sustentabilidade:
“Há muito desperdício no
mundo, fomentando larga faixa de miséria entre os homens.”
“Muitos cristãos distraídos, porém, ataviam-se, complicam os deveres,
sobrecarregam-se do dispensável, desperdiçam valores, tempo e oportunidade
edificante para o próprio burilamento.”
“O que desperdiçares hoje, faltar-te-á amanhã, não o duvides.”
(Leis
Morais da Vida – Joanna de Angelis, Cap 20 – Desperdícios)
Leis Morais da Vida – Joanna de Angelis, Cap 20 - DESPERDÍCIOS
Há muito
desperdício no mundo, fomentando larga faixa de miséria entre os homens.
O que abunda em tua
mesa falta em muitos lares.
O excesso nas
tuas mãos é escassez em inúmeras famílias.
O que te sobra e
atiras fora, produz ausência em outros lugares.
O desperdício é
fator expressivo de ruína na comunidade.
O homem,
desejando fugir das realidades transcendentes da vida, afoga-se na fantasia,
engendrando as “indústrias da inutilidade”, abarrotando-se com os acúmulos,
padecendo sob o peso constritor da irresponsabilidade, em que sucumbe por fim.
A vida é simples
nas suas exigências quase ascetas.
Muitos cristãos
distraídos, porém, ataviam-se, complicam os deveres, sobrecarregam-se do
dispensável, desperdiçam valores, tempo e oportunidade edificante para o
próprio burilamento.
*
Desperdiçam
palavras, amontoando-as em verbalismo inútil a fim de esconderem as verdades;
Desperdiçam tempo
em repousos e férias demorados, que anestesiam os centros combativos de ação da
alma encarnada;
Desperdiçam
alimentos em banquetes, recepções festas extravagantes com que disputam
vaidades;
Desperdiçam
medicamentos em prateleiras empoeiradas, aguardando, no lar, doenças que não
chegarão, ou, em se apresentando, encontram-nos ultrapassados;
Desperdiçam
trajes e agasalhos em armários fechados, que não voltarão a usar;
Desperdiçam
moedas irrecuperáveis em jogos e abusos de todo gênero, sem qualquer recato ou
zelo;
Desperdiçam a
saúde nas volúpias do desejo e nas inquietações da posse com sofreguidão;
Desperdiçam a
inteligência, a beleza, a cultura, a arte nos espetáculos do absurdo e da
incoerência, a fim de fazerem a viagem da recuperação do que estragaram, em
alucinada correria para lugar nenhum...
Não se recupera a
malbaratada oportunidade.
Ninguém volta ao
passado, na busca de refazê-lo, encaminhá-lo noutro rumo.
O desperdício
alucina o extravagante e exaure o necessitado que se lhe faz vítima.
Há, sim, muito e
incompreensível desperdício na Terra.
*
Reparte a tua
fartura com a escassez do teu próximo.
Divide os teus
recursos, tuas conquistas e vê-los-á multiplicados em mil mãos que se erguerão
louvando e abençoando as tuas generosas mãos.
Passarás pelo
mundo queiras ou não. Os teus feitos ficarão aguardando o teu retorno.
Como semeares,
assim recolherás.
O que
desperdiçares hoje, faltar-te-á amanhã, não o duvides.
Sê pródigo sem
ser perdulário, generoso sem ser desperdiçador e o que conseguires será crédito
ou débito na contabilidade da tua vida perene.
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