Casa Espírita Missionários da Luz – ESDE 22/03/2016
Tema : Estudo do Capítulo V – Nosso Lar
RECEBENDO ASSISTÊNCIA Coordenadora: Patrícia Bolonha
Objetivos :
1) Como se processa a assistência aos desencarnados, no
mundo espiritual.
2) LEVAR A REFLEXÃO SE
QUEREMOS SER SEMPRE ASSISTIDOS OU EMPREGARMOS DESDE JÁ ESFORÇOS PARA
SERMOS ASSISTENTES/TRABALHADORES. ¨Muitos os chamados, poucos os
escolhidos". – (Mateus 22-14)
3) CURA E
AUTOCURA/PASSE E OUTRAS TERAPIAS FLUÍDICAS
Bibliografia Sugerida:
Nosso Lar – Cap. 5 – André Luiz e Chico Xavier – RECEBENDO
ASSISTÊNCIA
O Livro Dos Espíritos – pergunta 237, 556,
Cap.VI – Escala Espirita- Espíritos Benevolentes,
Cap. III – Lei do Trabalho
O Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap XVIII, Cap. XIX
–ítem 5
No Invisível – Léon Denis – Cap. XI – Aplicação Moral e Frutos
do Espiritismo
A Crise da Morte – Ernesto Bozzano – pág 55
A GÊNESE ALLAN KARDEC cap.XVI – questão 9 , 14, 15
REVISTA ESPÍRITA – 1859 – PÁGINA 184 - 1861 – Junho - página 197
Segue-me (Emannuel) – Cap. O Passe
O Consolador(Emannuel) – Cap. V – Ciências Aplicadas
Saúde e Espiritualidade – Clayton Levy – Cap. VI – Remédio
Dicionário de Filosofia Espírita – L.Palhano Jr
Material : Apresentação em Power Point, quadro
branco, papel, canetas.
Desenvolvimento :
1- Leitura e
Prece Inicial
Livro
Instrumentos do Tempo- Chico Xavier –
Mensagem "Chamados e Escolhidos ".
Primeiro Objetivo : A
Necessidade de aparatos/equipamentos no mundo espiritual.
Parágrafo 3 -
"– É você o tutelado de Clarêncio?
A pergunta vinha de um jovem de singular e doce expressão.
Grande bolsa pendente da mão, como quem conduzia apetrechos de
assistência..." .
Parágrafo 8 -
Adivinhando que minhas observações iam descambar para o
elogio espontâneo, Lísias levantou-se
da poltrona a que se recolhera e começou a auscultar-me, atento, impedindo-me o agradecimento verbal.
1) Qual a necessidade
dos espíritos utilizarem aparatos e equipamentos semelhantes aos utilizados pelo encarnados na
Terra , se o mundo espiritual tem o pensamento
como elemento estrutural de sua manifestação.Por que existe tecnologia por lá?
R. "Em Nosso Lar quase tudo é cópia melhorada da
Terra..." – Cidade no Além (Chico Xavier e Hegorina Cunha ).
Recordemos que, naturalmente, estamos a nos referir às esferas
próximas da Terra, portanto, com natureza muito similar ao mundo físico. Uma
boa parte das almas que vivem na realidade espiritual imediata ao mundo físico,
permanece atada às condições da vida mais densa. Apresentam-se com seus
recursos espirituais, muitas vezes, sufocados, em condição de latencia. Nosso
Lar, é uma cidade que, embora respirando
numa atmosfera mais equilibrada, localiza-se em região quase rente à Terra, segundo
nos apercebemos, nem todos os habitantes da cidade espiritual, encontra-se
dominando as faculdades da volitação, da telepatia, da telecinésia, da
manipulação dos fluídos, não sabendo
dosar energias ou mobilizá-las com a devida segurança e beneficios. Deduzimos
que os seus habitantes, com exceção das almas mais evoluídas, não dominam
habilidades mais amplas de manipulação segura dos fluídos. Ainda os valores
espirituais apresentam-se de alguma maneira muito incipientes em grande porção
de seus habitantes. Isto ocorre em grande parte das inúmeras colônias em
derredor do planeta, nas esferas mais próxima a condição humana. Podemos ainda
deduzir que, nas esferas mais elevadas, o próprio conceito de tecnologia deve
ganhar enorme diferença do que conhecemos como tal. E, quem sabe, nos círculos
superiores da vida, aí sim, é possível que seja dispensável determinados
recursos tecnológicos. Ou qualquer recurso de natureza mais material.
2- Segundo Objetivo :
LEVAR A REFLEXÃO SE QUEREMOS SER SEMPRE
ASSISTIDOS OU EMPREGARMOS DESDE JÁ ESFORÇOS PARA SERMOS
ASSISTENTES/TRABALHADORES. ¨Muitos os chamados, poucos os escolhidos". –
(Mateus 22-14).
Parágrafos 6 e 7
– Sou visitador dos serviços de saúde.
Nessa qualidade, não só coopero na enfermagem,
como também assinalo necessidades de socorro, ou providências que se refiram a enfermos recém chegados...
– Nas minhas condições há numerosos
servidores em "Nosso Lar". O amigo ingressou agora na
colônia e, naturalmente, ignora a amplitude dos nossos trabalhos. Para fazer uma idéia, basta
lembrar que apenas aqui, na seção em que se encontra, existem mais de mil
doentes espirituais, e note que este é um dos menores edifícios do nosso parque
hospitalar.
Parágrafo 18 e 19
– "Nosso Lar" não é estância de espíritos
propriamente vitoriosos, se conferirmos ao termo sua razoável
acepção. Somos felizes, porque temos trabalho; e a alegria
habita cada recanto da colônia, porque o Senhor não nos retirou o pão abençoado
do serviço.
Parágrafo
– Recordemos o
antigo ensinamento que se refere a "muitos chamados e poucos
escolhidos na Terra".
Parágrafo
E vagueando o olhar no horizonte longínquo, como a fixar
experiências de si mesmo no painel das recordações mais íntimas, acentuou:
– As religiões, no planeta, convocam as criaturas ao
banquete celestial. Em sã consciência, ninguém que se tenha aproximado, um dia,
da noção de Deus, pode alegar ignorância nesse particular. Incontável é o número
dos chamados, meu amigo; mas, onde os que atendem ao chamado?
Notando-me a admiração, interrogou:
– Acreditaria, porventura, que a morte do corpo nos
conduziria a planos de milagres? Somos compelidos a trabalho áspero, a
serviços pesados e não basta isso. Se temos débitos no planeta, por
mais alto que ascendamos, é imprescindível voltar, para
retificar, lavando o rosto no suor do mundo, desatando algemas de
ódio e substituindo-as por laços sagrados de amor. Não seria justo impor a outrem a tarefa de mondar o campo que semeamos de espinhos, com
as próprias mãos
Acabrunhado com a lembrança dos próprios erros, diante de tão grandes noções de responsabilidade individual,
objetei: – Como fui perverso!
Contudo, antes que me alongasse noutras exclamações, o
visitador colocou a destra carinhosa em meus lábios, murmurando: – Cale-se!
Meditemos no trabalho a fazer.
No arrependimento verdadeiro é preciso saber falar, para construir de novo.
Meu irmão será tratado carinhosamente,sentirs-se-á forte
como nos tempos mais belos da sua juventude terrena, trabalhará muito e,
creio, será um dos melhores colaboradores em "Nosso Lar";
Perguntas para reflexão :
Diante dessas afirmações de André Luiz :
1) Qual nosso posicionamento atual em relação ao
trabalho/nossa missão, nessa encarnação : Como assistidos ou como assistentes espirituais
?
2) De que depende que passemos da condição de assistidos
para a condição de assistentes espirituais ?
3) Devemos esperar o nosso
"desencarne" para iniciarmos o trabalho de "amor a nós mesmos, ao ambiente e ao próximo"? Justifiquem.
" TRABALHO NO
MUNDO ESPIRITUAL"
É natural que nós, trabalhadores da seara espírita,
esperemos ser admitidos em alguma tarefa, depois da inexorável viagem de volta
ao Mundo Espiritual. Muito justo acalentemos doces esperanças de cooperação
ativa no Mundo Maior, diante dos relatos de Benfeitores, que nos mostram
atividades constantes e nobres exemplos de dedicação ao Bem. Entretanto,
devemos meditar profundamente sobre a qualificação exigida dos trabalhadores no
Além. Aqui na Crosta, em nome da fraternidade, da tolerância, ou mesmo por
pieguice, são aceitos cooperadores com pouca noção de responsabilidade, muitos
dos quais não têm coragem para abandonar de vez as tarefas, mas também não a
têm para se esforçarem, no sentido de se capacitarem a fim de darem melhor
conta delas. No livro “Nosso Lar”, podemos ver algumas situações de convocação
ao trabalho assistencial . Quem observa atentamente as suas experiências,
verificará que não basta apenas querer participar de alguma atividade, pois
além do conhecimento específico da tarefa em que pretenda colaborar, o Espírito
deve ter uma profunda consciência da necessidade de vivenciar os ensinamentos
do Evangelho, através do esforço no cultivo da humildade, da benevolência, da
tolerância e da disciplina ".
Diante do que acabamos de ver, ao ser-nos atribuída uma
tarefa, podemos sentir-nos na posse de belíssima oportunidade de serviço no
Bem, porta a dentro da nossa própria individualidade. Assim, pois, animados
desse entendimento de reforma íntima, aproveitemos as oportunidades que nos são
concedidas, aqui na Terra, onde as exigências são menores. Se as aproveitarmos
convenientemente agora, estaremos nos capacitando a integrar, desde já, equipes
de trabalho no Mundo Espiritual durante o sono físico, conforme nos revela
André Luiz no livro “Missionários da Luz”, capítulo 8. Integrados nas tarefas
espirituais desde agora, teremos maiores chances de nelas permanecermos quando
desencarnarmos. Caso contrário, teremos – na melhor das hipóteses – longo
período de reeducação espiritual antes de sermos admitidos no trabalho efetivo
sob a égide de Jesus.
Dinâmica de Grupo 1 :
O Que Quero Ser? Assistido ou Assistente.
Material : Papel e caneta para cada participante
- Explicar sobre o momento de reflexão.
- Solicitar que pensem e escrevam o que querem hoje com a
vida, seus objetivos, ilusões, suas virtudes, seus vícios. E como pretendem
chegar no mundo espiritual. Se na condição de assistidos ou preparados para o
serviço de assistência;
- O que fazem hoje neste sentido ? Quais suas ações para
chegar no objetivo ? O que o impede?
- Se possuem expectativas a curto ou longo prazo ?
Partilhar com o grupo e como se sentiu após avaliar-se sobre
este aspecto e comunicar .
Parte 3
CURA E AUTOCURA/PASSE E OUTRAS TERAPIAS
FLUÍDICAS.
Trechos do Livro ;
"– A zona dos seus intestinos apresenta lesões
sérias com vestígios muito exatos do câncer; a região do fígado revela
dilacerações; a dos rins demonstra característicos de esgotamento
prematuro"
"– Na turma de oitenta enfermos a que devo assistência
diária, cinqüenta e sete se encontram nas suas condições. E talvez ignore que
existem, por aqui, os mutilados. Já pensou nisso? Sabe que
o homem imprevidente, que gastou os olhos no mal, aqui comparece de órbitas
vazias? Que o malfeitor, interessado em utilizar o dom da locomoção
fácil nos atos criminosos, experimenta a desolação da paralisia, quando não é
recolhido absolutamente sem pernas? Que os pobres obsidiados nas
aberrações sexuais costumam chegar em extrema loucura?
"Gasta-se a possibilidade
nos desvios do bem, agrava-seo capricho de cada um, elimina-se o corpo físico a
golpes de irreflexão. Resultado: milhares de criaturas retiram-se diariamente
da esfera da carne em doloroso estado de incompreensão. Multidões sem conta erram
em todas as direções nos círculos imediatos à crosta planetária, constituídas
de loucos,
doentes e ignorantes".
"Em
seguida, aplicou-me passes magnéticos, atenciosamente. Fazendo os
curativos na zona intestinal, esclareceu:
–
Não observa o tratamento especializado da zona cancerosa? Pois note bem: toda
medicina honesta é serviço de amor, atividade de socorro justo; mas o
trabalho de cura é peculiar a cada espírito. Meu irmão será tratado carinhosamente,
sentir-se-á forte como nos tempos mais belos da sua juventude terrena,
trabalhará muito e, creio, será um dos melhores colaboradores em "Nosso
Lar"; entretanto, a causa dos seus males persistirá em si
mesmo, até que se desfaça dos germes de perversão da saúde divina, que agregou
ao seu corpo sutil pelo descuido moral e pelo desejo de gozar mais que os
outros. A carne terrestre, onde abusamos, é também o campo bendito onde
conseguimos realizar frutuosos labores de cura radical, quando permanecemos
atentos ao dever justo.
Meditei
os conceitos, ponderei a bondade divina e, na exaltação da sensibilidade,
chorei copiosamente.
Lísias,
contudo, terminou o tratamento do dia, com serenidade, e falou:
–
Quando
as lágrimas não se originam da revolta, sempre constituem remédio depurador.
Chore, meu amigo. Desabafe o coração. E abençoemos aquelas beneméritas
organizações microscópicas que são as células de carne na Terra. Tão humildes e
tão preciosas, tão detestadas e tão sublimes pelo espírito de serviço. Sem
elas, que nos oferecem templo à retificação, quantos milênios gastaríamos na
ignorância?
Assim
falando, afagou-me carinhosamente a fronte abatida e despediu-se com um ósculo
de amor".
Perguntas e Considerações :
1) Porque o espírito não se livra imediatamente das
impressões doentias ?
R. Nos espíritos desencarnados em que perduram estados
psíquicos enfermiços, provocados por atos deliberados contra a própria
consciencia, as lesões correspondentes no corpo físico, quando não totalmente
sanadas pela mudança do padrão vibratório e organização do campo mental, são
invarialvelmente transferidas para o corpo espiritual.
O períspirito é o traço de união entre a vida corporal e a
vida espiritual. A natureza do envoltório fluídico está sempre em relação com o
grau de adiantamento moral do espírito. Assim como o comportamento enfermiço
provoca lesões no corpo espiritual, a ação altruísta pode atenuar, abreviar ou
eliminar os fatores suscetíveis de gerar efeitos móbidos, resultantes das ações
no passado, permitindo o aprendizado sem necessidade de sofrimento.
2) O que os conselhos de Clarêncio à André Luiz
sobre sua cura, nos faz refletir sobre as curas que buscamos na Terra ?
R. Uma vez cultivado pela ação da vontade, o estado de
consciência gerado no clima de altruísmo faz emergir energias psíquicas
adormecidas nas camadas mais profundas do espírito, energias essas que ativando
os centro vitais, passam a circular pelos tecidos perispirituais, favorecendo a
regeneração de áreas que se encontravam lesadas pelos sentimentos de culpa, arrependimento,
remorso, ódio, desejo de vingança, etc. Mesmo quando o comprometimento físico
se mostrar irreversível no plano material, a atitude mental positiva pode agir
de forma terapêutica sobre as estruturas sutis do períspirito,
reconstituindo-as gradativamente para que no futuro. Livres das matrizes
mórbidas, permitam existências mais harmoniosas no campo da saúde. Em outras
palavras o Bem realizado hoje dissolve o mal cometido ontem, tecendo cenários
novos para o amanhã, sobre as prerrogativas do livre árbitrio.
Dinâmica de Grupo 2 :
Material : Papel e caneta para cada participante
- Explicar sobre o momento de reflexão.
Enumerar sentimentos/emoções nocivos a saúde e colocar possíveis ações terapêuticas para
renovação dos mesmos.
Prece Final :
Sugestão de Dinâmica – Como estamos falando de colaboração,
e também da necessidade do espírito entrar em um estado de fé ativa, e como as
vezes nos sentimos tímidos e vacilantes por achamo-nos incapazes ou inseguros
perante os que sabem "um pouco mais", iniciaremos com um pequeno
exercício, lembrando que não é obrigatório, mas que nos ajudará muito a dar o
primeiro passo para aceitarmos o "Chamado"
sem hesitar.
Convidamos aos participantes para fazermos uma "oração
coletiva", onde cada participante complementará em até duas frases a prece final.
Fim.
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